Se assim for, rezarei por ti
Menina dos jacintos
Entretanto, ao mesmo tempo
Expresso meu receio fervorosamente
Graças à influência escarniante
Ajoelhei-me diante do ícone,
De sua "nova geração"
Falso, repulsivo
Nessas condições, particulamente
Rogo-lhe com entusiasmo
Projetos e esperanças
Perfeitamente realizáveis e evasivas
Onde está tua felicidade conjugal?
Foi súbito e inesperado
Lhe confesso, sem dotes e atalhos
A verdadeira felicidade
Se balbucia em orações
Numa tarde de domingo
quarta-feira, 18 de julho de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Felicidade
Saimos da mão de Deus
Com a alma ingênua
Árduo encargo da alma
Que florece
Não se pode renunciar à vida
Ou nos tornamos ignotos,
Desconhecidos nossos
Vivendo por viver
Numa esfera de tempo
Que se esgota
Sussurros e desejos
Um mundo irreal
Que se quebra em estilhaços
Uma pintura que foi borrada
Foi causada por erros do começo
Deve-se recomeça-la
Para obter uma obra prima
Vida
São memórias tecidas,
Por uma aranha caridosa
Arte
A vida sem vida
É como uma caixa que toca uma música
Nostalgica e niliista
A Vida
É uma sequência
Da existência em dó maior
Dedicado à Josué Camargo e Eliel Camargo
Com a alma ingênua
Árduo encargo da alma
Que florece
Não se pode renunciar à vida
Ou nos tornamos ignotos,
Desconhecidos nossos
Vivendo por viver
Numa esfera de tempo
Que se esgota
Sussurros e desejos
Um mundo irreal
Que se quebra em estilhaços
Uma pintura que foi borrada
Foi causada por erros do começo
Deve-se recomeça-la
Para obter uma obra prima
Vida
São memórias tecidas,
Por uma aranha caridosa
Arte
A vida sem vida
É como uma caixa que toca uma música
Nostalgica e niliista
A Vida
É uma sequência
Da existência em dó maior
Dedicado à Josué Camargo e Eliel Camargo
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Y cariad
A memória expele e disseca
Envelhece e distorce
Mas lembro-me
Que ele é movido por fantasias
Que se enredam
Imagens e histórias crepitantes
Anotações e sínteses lunares
O tempo não o transforma
Nem o atinge
Sua conciência se ergue acima da superfície
Rigida e alvadia
Acima do limbo
O rio das memórias
Lembro-me também
Que ele tinha a noção
De algo infinitamente suave
Um segredo
Que guardava no interior de seus ossos
E de sua alma tensa
Que estava acima de qualquer razão
Ou preceito moral
Die liebe
Envelhece e distorce
Mas lembro-me
Que ele é movido por fantasias
Que se enredam
Imagens e histórias crepitantes
Anotações e sínteses lunares
O tempo não o transforma
Nem o atinge
Sua conciência se ergue acima da superfície
Rigida e alvadia
Acima do limbo
O rio das memórias
Lembro-me também
Que ele tinha a noção
De algo infinitamente suave
Um segredo
Que guardava no interior de seus ossos
E de sua alma tensa
Que estava acima de qualquer razão
Ou preceito moral
Die liebe
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
A viagem
Acordei sobre a mesa
A esquerda o candelabro ardia
Faiscando
O dia anterior se mostrara irreal
Sob a fulva neblina de inverno
Fluía a multidão insignificante
Para a viagem
E longa era a viagem
Os caminhos submersos e o tempo adverso
Caminhamos sobre penhascos,
terraços e palácios estivais
Mas ei que alcançamos pela aurora
O que tanto nos carecia
Um vale ameno
Impregnado de aroma silvestre
Luz sobre luz
Não havia aflição nem escárnio
Somente plumas sobre nossas cabeças
Percorremos toda aquela estrada
Rumo ao nascimento
Ele concedeu-nos tua paz
Partimos do monotomo mundo,
Irresolusta e egoísta,trôpego e disforme
Principiando a verdadeira vida
A esquerda o candelabro ardia
Faiscando
O dia anterior se mostrara irreal
Sob a fulva neblina de inverno
Fluía a multidão insignificante
Para a viagem
E longa era a viagem
Os caminhos submersos e o tempo adverso
Caminhamos sobre penhascos,
terraços e palácios estivais
Mas ei que alcançamos pela aurora
O que tanto nos carecia
Um vale ameno
Impregnado de aroma silvestre
Luz sobre luz
Não havia aflição nem escárnio
Somente plumas sobre nossas cabeças
Percorremos toda aquela estrada
Rumo ao nascimento
Ele concedeu-nos tua paz
Partimos do monotomo mundo,
Irresolusta e egoísta,trôpego e disforme
Principiando a verdadeira vida
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O lamento de deméter
Perséfone,
Por que comeste os graõs de romã,
Ó filha errante?
Tu comeste do fruto dos mortos
Portanto não poderás regressar,
Para a morada dos mortais
Enquanto te perdi
A humanidade perdeu a primavera
Pela abdução de plutão
O mundo quase se afogou em sofrimento
Ó minha donzela,
Pequena kore,por que?
E eu cantarei tua desdita
Numa sepultura,
E casada com o senhor do estige
Por que comeste os graõs de romã,
Ó filha errante?
Tu comeste do fruto dos mortos
Portanto não poderás regressar,
Para a morada dos mortais
Enquanto te perdi
A humanidade perdeu a primavera
Pela abdução de plutão
O mundo quase se afogou em sofrimento
Ó minha donzela,
Pequena kore,por que?
E eu cantarei tua desdita
Numa sepultura,
E casada com o senhor do estige
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Domado
Domado pela cria
Que inventaste para ti mesmo
Afastou-nos de Deus
e ao pó nos atirou
- Ó mundo em perene revolução, nascimento e morte! -
Tu me fizeste caminhar
ao longo da deserta alameda
rumo à cerca de assassinos.
Foi tudo tua culpa
Homem,
acorrentado à fragilidade
dum corpo mutante e de pecado.
Agora digo,
fomos cosumidos pelo vazio
que inunda o vazio.
Somos filhos inconscientes,
fizemos o proibido,
criamos nossa perdição.
Domados pela cria,
puxados para o escuro;
Elevamos o conhecimento do bem e do mal
acima do conhecimento divino.
Que inventaste para ti mesmo
Afastou-nos de Deus
e ao pó nos atirou
- Ó mundo em perene revolução, nascimento e morte! -
Tu me fizeste caminhar
ao longo da deserta alameda
rumo à cerca de assassinos.
Foi tudo tua culpa
Homem,
acorrentado à fragilidade
dum corpo mutante e de pecado.
Agora digo,
fomos cosumidos pelo vazio
que inunda o vazio.
Somos filhos inconscientes,
fizemos o proibido,
criamos nossa perdição.
Domados pela cria,
puxados para o escuro;
Elevamos o conhecimento do bem e do mal
acima do conhecimento divino.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
O ultimo presente
Jaziam em meio ao dia ensolarado
Cidades hostis e aldeias sujas
Inabitadas
Como o vermelho esfarrapado de uma nuvem ao entardecer
Um lugar sem paradoxos que já fora um lar
Ali entoava a velha cantiga da anarquia da arte
E da arte da anarquia
Uma cidade de cativante singularidade
Sua ultima noite permanecera nas memorias de todos
O ceu se cobrira de uma plumagem vivida
Para os lados do leste as penas tomaram as mais raras matizes de azul e laranja
No alto da abóboda, tudo era indescritivel,transparente
O céu parecia um segredo
O ultimo presente
Para o amanhã
Cidades hostis e aldeias sujas
Inabitadas
Como o vermelho esfarrapado de uma nuvem ao entardecer
Um lugar sem paradoxos que já fora um lar
Ali entoava a velha cantiga da anarquia da arte
E da arte da anarquia
Uma cidade de cativante singularidade
Sua ultima noite permanecera nas memorias de todos
O ceu se cobrira de uma plumagem vivida
Para os lados do leste as penas tomaram as mais raras matizes de azul e laranja
No alto da abóboda, tudo era indescritivel,transparente
O céu parecia um segredo
O ultimo presente
Para o amanhã
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