Jaziam em meio ao dia ensolarado
Cidades hostis e aldeias sujas
Inabitadas
Como o vermelho esfarrapado de uma nuvem ao entardecer
Um lugar sem paradoxos que já fora um lar
Ali entoava a velha cantiga da anarquia da arte
E da arte da anarquia
Uma cidade de cativante singularidade
Sua ultima noite permanecera nas memorias de todos
O ceu se cobrira de uma plumagem vivida
Para os lados do leste as penas tomaram as mais raras matizes de azul e laranja
No alto da abóboda, tudo era indescritivel,transparente
O céu parecia um segredo
O ultimo presente
Para o amanhã
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
mundo particular
Aquele homem
Abstratamente poético e revoltante
Promulgava leis com um petulante frescor
Viajava no escuro
Sabia ser medíocre sem ser percebido
Ser feliz sem perceber
Trazia para a atmosfera social,uma atraente irrealidade
Daquelas noites indormidas,ele apenas sussurrava
Palavras indeterminadas
E continuava,com seus paradoxos e anonimatos
Distante da sociedade
Apenas com seu mundo particular
Chegando do mercado
Com morangos e uma cara espantada
Deixou cair sobre seu dorso,
o longo e velho casaco
Aquecendo-o,enquanto pensava em decisões e revisões
A tarde e o crepúsculo docemente o adormeceram
Trocando uma vida de entulhos
Por sonhos que julgo desnecessários contar
Entre a umidez e a neblina
Quatro feixes de luz
Chegam a roçar-lhe o rosto
Acordando-o de seu pequeno mundo evasivo
Para a simples tarde de Dezembro
Abstratamente poético e revoltante
Promulgava leis com um petulante frescor
Viajava no escuro
Sabia ser medíocre sem ser percebido
Ser feliz sem perceber
Trazia para a atmosfera social,uma atraente irrealidade
Daquelas noites indormidas,ele apenas sussurrava
Palavras indeterminadas
E continuava,com seus paradoxos e anonimatos
Distante da sociedade
Apenas com seu mundo particular
Chegando do mercado
Com morangos e uma cara espantada
Deixou cair sobre seu dorso,
o longo e velho casaco
Aquecendo-o,enquanto pensava em decisões e revisões
A tarde e o crepúsculo docemente o adormeceram
Trocando uma vida de entulhos
Por sonhos que julgo desnecessários contar
Entre a umidez e a neblina
Quatro feixes de luz
Chegam a roçar-lhe o rosto
Acordando-o de seu pequeno mundo evasivo
Para a simples tarde de Dezembro
lembranças
Lembranças são pensamentos
Um copo quebrado e uma poça de liquido prateado
Um riso abafado do corrupto padeiro
Rostos ferozes,desbotados pelo tempo na memoria
A declaração isenta de medo daquele salteador siciliano
Aquele estranho clérigo e sua retórica filosofia
Aquela ruazinha enlameada cheia de poças e lâmpadas acesas
Lembranças são labirintos de referencias e
Suspenses instigantes
Um copo quebrado e uma poça de liquido prateado
Um riso abafado do corrupto padeiro
Rostos ferozes,desbotados pelo tempo na memoria
A declaração isenta de medo daquele salteador siciliano
Aquele estranho clérigo e sua retórica filosofia
Aquela ruazinha enlameada cheia de poças e lâmpadas acesas
Lembranças são labirintos de referencias e
Suspenses instigantes
homens inválidos
Sendo imundos e lúgubres
Não podem defender a respeitabilidade,com ardor e exagero
Não podem apaixonar-se à prudencia e a decência
Não podem simplesmente aproveitar o delicioso cheiro de narcisos,
espalhados pela praça
Eles que antes foram excelentes anarquistas,
agora dizem ouvir risadas maquiavélicas
Excelentes fumadores de charuto,
que agora nada mais entendem
Não sabem ler nem ouvir
Homens inválidos
Sem esperança
Não se sabe porque se tornaram assim
Uns dizem que foi a arrogância,
que os deixaram inconscientes
Outros simplesmente o tempo e a ignorância
Não podem defender a respeitabilidade,com ardor e exagero
Não podem apaixonar-se à prudencia e a decência
Não podem simplesmente aproveitar o delicioso cheiro de narcisos,
espalhados pela praça
Eles que antes foram excelentes anarquistas,
agora dizem ouvir risadas maquiavélicas
Excelentes fumadores de charuto,
que agora nada mais entendem
Não sabem ler nem ouvir
Homens inválidos
Sem esperança
Não se sabe porque se tornaram assim
Uns dizem que foi a arrogância,
que os deixaram inconscientes
Outros simplesmente o tempo e a ignorância
terça-feira, 1 de março de 2011
Madeira
E,segundo diziam esses que la foram,
folgavam com eles.Neste dia os vimos
mais de perto e mais a nossa vontade,
por andarmos todos quase misturados.
Ali,alguns andavam daquelas tinturas
quartejados,outros de metades,outros
de tanta feição,como em panos de
armar,e todos com os beiços furados,e
muitos ossos neles,e outros sem
ossos.Traziam alguns deles uns ouriços
verdes,de árvores,que, na cor,queriam
parecer castanheiros,embora mais e
mais pequenos.E eram aqueles cheios
duns grãos vermelhos pequenos,que,
esmagados entre dois dedos,faziam tintura
muito vermelha,de que eles andavam
tintos.E quanto mais se molhavam,
tanto mais vermelhos ficavam.
PERO VAZ DE CAMINHA
folgavam com eles.Neste dia os vimos
mais de perto e mais a nossa vontade,
por andarmos todos quase misturados.
Ali,alguns andavam daquelas tinturas
quartejados,outros de metades,outros
de tanta feição,como em panos de
armar,e todos com os beiços furados,e
muitos ossos neles,e outros sem
ossos.Traziam alguns deles uns ouriços
verdes,de árvores,que, na cor,queriam
parecer castanheiros,embora mais e
mais pequenos.E eram aqueles cheios
duns grãos vermelhos pequenos,que,
esmagados entre dois dedos,faziam tintura
muito vermelha,de que eles andavam
tintos.E quanto mais se molhavam,
tanto mais vermelhos ficavam.
PERO VAZ DE CAMINHA
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
menina sabia
era uma aventureira solitária
gostava de admirar só
não por preconceito intelectual e amizade
pois amigos era a joia que mais tinha
mas por jeito de pensar
ver e tocar
podia ver longe
escutar intrigas
resolver com o silencio
podia amar e ser amada
sabia odiar e ser odiada
escolher seu futuro
o dom da menina sabia
mais madura em certos aspectos
e não em outros
mesmo a menor flor
pode desabrochar e se tornar
a mais bela de todas
gostava de admirar só
não por preconceito intelectual e amizade
pois amigos era a joia que mais tinha
mas por jeito de pensar
ver e tocar
podia ver longe
escutar intrigas
resolver com o silencio
podia amar e ser amada
sabia odiar e ser odiada
escolher seu futuro
o dom da menina sabia
mais madura em certos aspectos
e não em outros
mesmo a menor flor
pode desabrochar e se tornar
a mais bela de todas
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
veja
pule uma janela
feche a ultima porta
não faça ruidos
não produza gemidos
você pode saber a senha
mas não do lugar
pense
discuta
calcule
não fique parado
palavras não bastam
fique calado
decida
não é fácil
ultrapasse os muros
nade milímetros
olhe
feche os olhos
respire
veja
feche a ultima porta
não faça ruidos
não produza gemidos
você pode saber a senha
mas não do lugar
pense
discuta
calcule
não fique parado
palavras não bastam
fique calado
decida
não é fácil
ultrapasse os muros
nade milímetros
olhe
feche os olhos
respire
veja
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